Tahuantinsuyo Expedition 2006

Caxias do Sul - Bolívia – Peru (sudeste) - 5° dia

Terça-feira, 07/02/2006 : San José de Chiquitos (Bolívia) x Santa Cruz de la Sierra = 286 km

Hora de partida : 13:30

Quilometragem percorrida : 286 Km

Hora de chegada : 23:00h

Local de chegada : Santa Cruz de la Sierra

Abastecimentos : 1. San José de Chiquitos (58 l, 40 entre tanque e galões) - 2. Três Cruces (Pozo del Trigre) (26 l)





Na noite anterior, ao chegarmos na cidade, percebemos que o pneu traseiro direito estava furado. Botamos a Bandeirante no “parqueo” (garagem) para resolver o problema ao amanhecer, o que efetivamente fizemos com a ajuda da dona do hotel, que nos chamou um “llantero” (borracheiro) que veio ao hotel de táxi, tirou o pneu da bandeirante, levou de táxi para consertar, consertou-o, trouxe de volta, recolocou-o e voltou de táxi, por Bs. 50,00, aproximadamente R$ 14,00.


Logo ao amanhecer, após o “desayuno”, fizemos uma caminhada pela cidade onde constatamos que as pessoas por quem passávamos, nos cumprimentavam respeitosa e alegremente, ao que retribuíamos. Caminhamos por quase toda a cidade e fotografamos principalmente sua igreja, verdadeira obra de arte composta de capela mortuária, igreja e campanário, que foi construído em três etapas, por aproximadamente 5.000 indígenas, por volta do ano de 1.700. Por seu valor histórico, o templo e San José de Chiquitos foi declarado pela UNESCO, patrimônio cultural da humanidade. Em seguida, localizamos junto à prefeitura local, um centro de venda de artesanato, o que foi o suficiente para as mulheres do nosso grupo gastarem um bom tempo vendo e comprando “artesanias” típicas do local.


Igreja de São José de Chiquitos


Hotel em São José de Chiquitos

Ainda almoçamos em um restaurante típico do local, enquanto almoçávamos, recebi uma ligação em meu celular, o que me deixou bastante impressionado, visto que um local como este, se no Brasil, dificilmente teria sinal de celular.

Antes de irmos embora, com a permissão da dona do hotel, afixei um adesivo do Jeep Clube de Caxias do Sul, marcando nossa passagem cheia de aventura por esta cidade, que seguramente perderá sua característica mais atraente, a partir do momento em que a rodovia “Santa Cruz x Puerto Suarez” estiver totalmente concluída.

Começaria agora nossa aventura 1. A consequência de eu ter deixado a tampa do radiador sobre a tampa do motor, aínda no segundo dia de viagem. 2. A situação deste trecho de aproximadamente 200 km.

A parte inicial deste trecho, próximo a San José de Chiquitos, não estava tão ruim como estaria o resto dp trecho até Santa Cruz de la Sierra.


Alguns quilometros rodados e a primeira aventura, o Lucas que neste momento dirigia, achou estranho a temperatura da bandeirante, que estava mais alta que o normal, sem no entanto chegar a ferver. Paramos e constatamos que o radiador estava com pouca água. Como neste trecho o que mais havia eram riachos, não foi difícil completar a água do radiador utilizando uma garrafa de refrigerante 2 litros, vazia, que sempre levavamos no bagageiro, para alguma emergência, esta era uma delas. Completamos a água do radiador e botamos o pé (ou os pneus) na ... hum... estrada !? Mais ou menos 10 quilometros rodados, ao encontrar um riacho, paramos novamente para verificar a água. Novamente pouca água no radiador. Com a garrafa de reserva, começamos a repor a água, quando percebemos que hávia uma vazamento. Constatação: Radiador furado ! Para radiadores furados, nada melhor que o velho e conhecido “colorau” ou “colorífico”, que providencialmente haviamos levado junto para estas emergência. Após gastar um saquinho, percebemos que o vazamento paraou. Seguimos em frente, porém sempre com o cuidado de parar a cada pouco para ver como estava a água. Depois de algumas paradas já havíamos coletado várias garrafas de refrigerante vazias, o que comprova que quem circula por este trecho não é muito chegado em não poluir o meio-ambiente.


Trecho S. josé de Chiquitos x Sta Cruz de la Sierra


Suprimento de água para o radiador furado

Após inumeras paradas para repor água, bota pão ou ovos no radiador, e um trecho de estrada literalmente horrível, com muita pedra e muito buraco, o que fazia com que andássemos a velocidades raramente superiores à 40 km/h, chegamos a localidade de Tres Cruces onde paramos no “surtidor” para abastecer e encher as garrafas de água para podermos chegar a Santa Cruz. No “surtidor” o atendente bastante prestativo utilizando uma lanterna, pos-se a procurar qual era o problema do radiador, o que imediatamente foi localizado, e aí constatamos que a tampa do radiador caída, aínda no segundo dia, não caiu simplesmente, mas bateu em uma pá da ventoínha do radiador, que rompeu-se e uma lasca do plastico alojou-se entre duas canaletas do radiador, começando a soltar após percorrermos uma boa quilometragem e portanto abrindo cada vez mais o fujro que este pedaço de ventoinha causou.

Após esta maravilhosa aventura, acabamos chegando em Santa Cruz por volta da meia-noite. Rumamos em direção ao centro da cidade, sempre seguindo a orientação do GPS, onde nos hospedamos numa das diversas hospedarias da cidade.