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Sexta-feira, 17/02/2006 : Villazon (Bolivia) x Joaquim V. Gonzales (Argentina) 553 Km Hora de partida : 10:00 h Quilometragem percorrida : 553 Km Hora de chegada : 20:00h Local de chegada : Joaquim V. Gonzales Abastecimentos : 1. Tupiza (45 l) 2. La Quiaca – Argentina (17 l) 3. Tilcara (36 l) 4. Las Lomas (Jujuy) (38 l) |
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Paramos em Villazon (Bolívia), somente para tomarmos o “desajuno” visto que não haviamos dormido a noite toda, por necessidade de completar o trajeto Uyuni à Villazon. Percorremos quase a cidade toda, conhecendo-a. No trajeto Tatazi x Tupiza quebramos outro pino de centro, desta vêz o dianteiro direito, ao buscar um moleiro para fazer o serviço, tive a impressão que a cidade tem o maior número de moleiros “per capita” do mundo, o que é visivelmente compreensível, pela qualidade do “camino” para chegar a esta cidade, de qualquer outra cidade boliviana. Nos chamou muito a atenção a o transporte formiga de farinha de trigo argentina para a Bolívia. A coisa funciona assim: Como entrar com grande quantidade do produto no país (um caminhão, por exemplo) é considerado importação e portanto taxado como tal, os caminhões param do lado argentino das fronteira e pagam para as pessoas tranportarem através da fronteira os sacos de farinha, o que é considerado importação individual, o que óbviamente não é taxado e portanto mais barato para o comerciante. No outro lado da fronteira, os sacos são carregados em outro caminhão que faz o transporte até o local necessário, dentro das Boliívia. Como em toda a viagem, fomos muito bem tratados na aduana Boliviana, sendo que os funcionários da aduana inclusive nos atendiam e guiches separados, devido a monstruosa fila de bolivianos saíndo em direção à Argentina. |
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Como o serviço aduaneiro (Bolivia Argentina e vice-versa) não é integrado, tivemos que fazer a documentação também do lado argentino, onde tivemos um atendimento excelente por parte dos gendarmes, que se mostraram atenciosos e gentis, pena que todo o brilho dos gendarmes ficou ofuscado por um “garoto” da polícia de fronteira que provavelmente na ânsia de mostrar serviço, tentou complicar nossa entrada, dizendo coisas como “esta carta verde no sirve”, referindo-se à carta verde (seguro mercosul) que tinhamos e que provavelmente pelo fato de o papel não ser verde, na sua ótica não era a certa. A situação somente se resolveu quando o chefe do jovenzinho viu a confusão e de uma maneira bastante adequada, disse ao fiscal que aquele papel era sim a carta verde e que estava tudo bem, portanto podiamos ser liberados. Abastecemos em La quiaca (Argentina), já que o preço do diesel era o mesmo em reais, do que na Bolívia. Como já havíamos abastecido em Tupiza, foram poucos litros. Abastecemos novamente em Tilcara onde aproveitamos para lanchar no lugar de almoçar. |
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Seguimos até Purmamarca onde entramos para ver novamente (já haviamos visto em 2001), o “cerro de los siete colores”. Acabamos não vendo (penso que pela incidência do sol não estar adequada) e fomos em frente. Paramos novamente em San Salvador de Jujuy onde abastecemos e fizemos outro lanche, chegando à noite em “Joaquim V. González”, onde passamos a noite em um hotel, onde o proprietário é um daqueles “elementos” que se esforça para estragar a imagem dos argentinos pelo mundo. Quando chegamos, à noite, fomos procurar hoteis e em cada um deles perguntávamos se aceitavam dolares, já que não queríamos trocar dinheiro, pois passaríamos somente dois dias na Argentina. Neste hotel, o proprietário me deu sua palavra que aceitava dólares e me deu até a cotação (Us$ 1 = $2,80), o que já era um roubo, já que a cotação normal era de 3 por 1, como o valor não era alto, optamos por aceitar a cotação do sujeito. No dia seguinte ao tentamos acertar o pagamento, o indivíduo queria pagar $ 2,60, o que deixou profundamente irritado me fazendo exigir sua presença já que o recado tinha vindo pelo recepcionista do hotel. Após insistir para que ele aparecesse o que de fato não aconteceu, o que demonstrou o perfil truculento do elemento), resolvi ir trocar os dólares em outro local. Após ter passado por um posto de combustivel, que me fez a mesma cotação do dono do hotel, consegui trocar em um mercado, conseguindo a cotação de 3 por 1, como era o normal. Voltei ao hotel onde paguei ao sujeito e seguimos viagem, indo parar em São Borja, já no Brasil. |
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